A Nova Sociedade

Em 1950 Peter Drucker, famoso teórico da administração escreveu um livro chamado “A Nova sociedade”, nele Drucker se referia à comunidade fabril e em como os novos processos empresariais afetavam as relações de trabalho e a sociedade e lhe davam nova forma e significado.

Pouco mais de meio século depois, estamos passando por outra revolução nas relações de trabalho que desencadeiam numa mudança da sociedade, e já que estamos no terreno da administração vou citar outro teórico moderno, não tão famoso quanto o primeiro, mas igualmente importante, trata-se do irlandês radicado na Inglaterra, Charles Handy.

Handy tem afirmado que as formas de trabalho estão evoluindo de uma forma diferente da que estamos acostumados a pensar, e a sociedade temacompanhado essa evolução, então poderíamos falar de uma corrida no sentido contrário ao que vivemos hoje.

Um dos exemplos de Handy é o do homem para quem “manter um casamento depois de muitos anos, criar os filhos e ter uma família unida” pode ser uma definição de sucesso, logo ser bem-sucedido não estará mais ligado ao sucesso profissional e sim a valores mais subjetivos que este.

Assim alguém pode decidir por exemplo trabalhar menos, mudar de área profissional no meio da carreira ou ainda deixar de trabalhar para se dedicar aos filhos, a ter uma vida mais simples, mais ligada a natureza e ainda que não tenha muitos bens, luxo e conforto se considerar bem-sucedida.

Ricardo Vitorino não é um administrador, nem um futurólogo, apenas alguém que se interessa por assuntos como administração, economia, política… alguém que gosta de ler, de se informar e que tem idéias próprias.

Indo um pouco além nesta “viagem” induzida por Drucker e Handy acredito que esta nova sociedade será bem melhor que a atual e que justamente os fatores econômicos e a atual revolução nas relações de trabalho serão o motor desta mudança.

Os valores estão mudando, hoje mesmo é possível ver esta tendência num crescente contínuo, onde coisas como jóias, carros de luxo, iates, etc perdem cada vez mais seu valor de uso para coisas simples como viagens a lugares exóticos não necessariamente caras, o convívio com a natureza que pode ser gratuito e a relação com os outros que não tem preço.

Acredito, e espero poder ver e participar desta nova sociedade, quiçá criar meus filhos num mundo um pouco menos consumista e com valores mais elevados. Quem me conhece ou lê meus tópicos sobre economia, política, sociedade, deve achar que estou doente, quem sabe tive um surto de anti-capitalismo, ledo engano ! só acredito que o próprio capitalismo está se reformulando para atender as expectativas desta sociedade que se forma.

Mas é possível viver assim hoje sem esperar o futuro, fazendo-o chegar agora, basta que pesemos nossas vidas, analisemos nosso cotidiano, nossas escolhas e os frutos que temos colhido.

Ainda que não queiramos admitir, a maioria de nós vive correndo contra o relógio, se desgastando no trabalho em jornadas, duplas, triplas… os casais trabalham mais para poder pagar uma boa escola aos filhos, a academia, a cirurgia plástica, a viagem a Disney, etc e tem se esquecido de simplesmente viverem, de serem pais e antes disto amantes !

Não é preciso me delongar para demonstrar o quanto temos sido escravos do dinheiro, do tempo, das convenções sociais de nossa época entre outras coisas, mas basta que tomemos consciência de nossa realidade, que internalizemos hábitos mais saudáveis, e que tomemos a decisão de mudar a partir de hoje os pequenos hábitos, e quando menos esperarmos seremos parte desta nova sociedade e o futuro será o nosso dia-a-dia.

Também não sou ingênuo o bastante para achar que tal transformação se dará da noite para o dia e sem percalços, apenas olho para os dias de hoje com a visão de um historiador, os processos históricos que parecem lentos aos nossos olhos são incrivelmente rápidos quando se compara com o curso da história, sobretudo se levarmos em consideração o último século.

É possível que tenhamos que nos habituar com um padrão inferior de consumo, talvez haja menor oferta e variedade de alimentos e os preços subam, o uso racional de água já é uma realidade, e com certeza os “bens de consumo” não poderão ser adquiridos pela maioria, mas isto não significa necessariamente que a qualidade de vida será pior, pelo contrário talvez até melhore, basta que descubramos que não precisamos destas “coisas” para viver bem, e que troquemos os valores que nos são incutidos pela sociedade atual por novos valores, novos paradigmas que estejam mais alinhados com a real perspectiva de vida nos próximos anos.

Bom, então você tem feito isso certo Ricardinho ? confesso que é mais fácil escrever sobre o assunto do que viver, a esta altura dirão: “pregador ! pratique o que você prega !” ok ! mas tenho tentado e experimentado algum progresso, ainda estou longe do ideal é verdade, mas a caminho, ao menos tenho a consciência e a vontade de mudar.

O que nos reserva o amanhã ? só Deus sabe! mas tendo a pensar que nos está sendo dada a oportunidade de fazer parte de uma grande mudança, cabe a nós decidirmos se queremos ser espectadores ou protagonistas.

E aí, vamos começar ?

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Parada gay, o caos em Floripa !


Até agora não havia me manifestado em relação ao movimento gay e por um simples motivo, não haviam me incomodado, “Opinião Pessoal” à parte reconheço que eles tem seus direitos, mas estes acabam onde começa o meu, e por ter os meus direitos violados por eles, quebro este silêncio. 

Ontem houve a parada da diversidade- gay- em Florianópolis, a Av. Beiramar Norte foi interditada na altura do quiosque do “Koxixos bar” até o quiosque Shopping Beiramar, de três da tarde até a noite, o resultado ? o caos no trânsito de Floripa ! em quatro anos na cidade, três agora e um há cinco anos, nunca vi algo assim, nem no carnaval, nem no circuito WQS de surf, nem no verão ! me senti na Marginal Pinheiros em São Paulo num final de tarde de sexta-feira véspera de feriado. 

Não, não estou exagerando, levei quase duas horas e meia pra fazer um trajeto que leva no máximo 45 minutos em horário de rush em dia de chuva, a Avenida Beiramar Norte nos trechos não interditados estava com todas as pistas congestionadas, o que pode parecer normal pra maioria não existe aqui ! pra piorar as vias alternativas estavam igualmente lotadas, a Av. Lauro Linhares inteiramente ocupada, a rótula da UFSC então virou literalmente um caos, motoristas buzinando, fazendo ultrapassagens perigosas, à esta altura o semáforo virou objeto de decoração, na entrada do córrego grande mais trânsito e isto às oito e meia da noite de domingo. 

No caminho troquei conversa com duas pessoas, uma moça indo para o trabalho e um rapaz que vinha de Canasvieiras, disse que deveria estar no trabalho as 18:00 hs, eram 20:00 hs e ele nem estava perto ! me informou que haviam colocado a disposição ônibus extras em razão da parada gay, este mesmo rapaz disse que quando da provas do ENEM não colocaram nenhum ônibus a mais para os estudantes, a maioria teve que esperar por mais de uma hora no ponto, durante o vestibular é a mesma coisa. 

As palavras dele foram: “Então significa que eles tem mais direitos que nós ?”  E aí sociedade ? esta pergunta vai ficar sem resposta ?  

Como afirmei acima reconheço que eles tem direito a livre expressão, a se manifestar, reivindicar seus direitos, mas não passando por cima dos direitos dos demais, o direito a livre expressão termina onde começa o direito de ir e vir. 

Já disse que sou contra toda e qualquer manifestação que ocupe as vias públicas, seja parada gay ou marcha pra Jesus, carnaval ou copa do mundo, greve ou manifestação política, seja o que for, no dia que for a hora que for. Existem pessoas que trabalham, que estudam, ou que simplesmente querem usufruir de lazer e este é um direito lhes assiste e que não pode ser violado em detrimento de um grupo específico, afinal isso aqui é uma democracia ou o quê ?      

Também já sugeri que toda e qualquer manifestação fizesse uso da passarela nego quirido (sambódromo) ou outro espaço público destinado a estes fins -só na UFSC existem vários- assim todos os que quiserem participar ou assistir poderão ocupar um espaço público apropriado para tais eventos sem prejudicar os demais – a não ser que a intenção seja exatamente esta. 

E pra quem pensa que isso é pensamento de haole, por coincidência li a coluna de  Cacau Menezes no DC de hoje e advinha qual a posição dele ? exatamente a mesma ! 

Existe uma outra razão para o uso do sambódromo especificamente, este é  um espaço que fica ocioso o ano inteiro sendo usado por menos de duas semanas durante o carnaval e isso tudo pago com dinheiro meu, seu e de todo contribuinte. Estão me achando muito radical ? e se durante o carnaval no lugar samba tocassem heavy metal ? o que você acharia de pagar impostos pro governo construir uma arena específica para bandas como “Sepultura” tocar durante duas semanas e que durante o resto do ano ficasse às moscas ? você trata assim o seu orçamento familiar ?  

Me considero uma pessoa tolerante, acredito que as políticas públicas e as leis não devem se basear no beneficio de alguns em detrimento de outros, mas não venham mexer nos meus direitos ! silêncio quebrado este será apenas o primeiro de outros tópicos que virão na mesma linha.

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Independência ou morte !

Esta semana estava me lembrando dos desfiles cívicos que eu assistia, e ás vezes participava no parque da Independência no Ipiranga, meus pais sempre me levavam.

Senti uma certa saudade daquele tempo, é certo que havia uma ditadura militar, coisa que eu nem fazia idéia do que significava, mas apesar disto na minha inocência de criança eu gostava, achava muito legal aquilo tudo, quando íamos ver as paradas militares então eu achava o máximo, ver aqueles tanques, carros de combate, esquadrilha da fumaça… para um menino como eu era como ver os heróis de histórias em quadrinhos ao vivo, alguns talvez fiquem horrorizados ao ler isto, mas os tempos eram outros e até os heróis dos gibis eram diferentes.

Chego a sentir saudades das aulas de educação moral e cívica e OSPB –organização social e política do Brasil -, de cantar o hino nacional antes de entrar na aula com a mão sobre o peito, sobretudo numa época em que a tevê  mostra atletas, artistas e personalidades cantando errado.

Com todas as coisas ruins que existiram de fato naquela época, haviam coisas boas também e a nossa sociedade na ânsia de se livrar do fantasma da ditadura militar jogou fora o bebê junto com a água do banho !

De repente tudo o que tinha a ver com o Brasil que guardasse algum tipo de relação institucional e que não fosse carnaval, futebol e samba se tornou intrinsecamente ruim, assim não sei exatamente como, ver uma parada militar, um desfile cívico tomou ares de algo feio, de mal gosto ou pura perda de tempo.

Nesta nova era e nova sociedade as pessoas se juntam e fazem desfiles dos mais diferentes tipos e gostos – e mal gostos !-, parada gay, marcha pra Jesus, copa, reveillon, corinthians, palmeiras…

Hoje em dia o 7 de setembro só serve como desculpa pro feriado prolongado, e ninguém liga pra lembrar ou ao menos pra refletir sobre a independência, sobre o fato de ser brasileiro e o que isso significa, até pra poder cobrar das autoridades.

O que acontece na sociedade atual seria cômico se não fosse trágico, durante o natal e a  páscoa que são datas comemorativas cristãs até mesmo ateus, agnósticos e pessoas de religiões não cristãs comemoram, trocam presentes, felicitações e visitam-se mutuamente, e numa data cívica como a independência, onde teoricamente todos estão incluídos quase ninguém comemora, mal se lembram.

Pode se criticar a ditadura militar, alguns podem acusar a sociedade da época de retrógrada e conservadora, mas creio que alguns valores daquele tempo fazem falta hoje, o respeito pela pátria, o sentimento de ser brasileiro de pertencer a um país a um povo e nação – não apenas a uma aldeia -, de algo maior que o simples individualismo, que a vontade de passar o feriado numa praia e que se danem os outros, e também maior que uma idéia utópica e apátrida de cidadãos do mundo que não são cidadãos de lugar nenhum !

Tenho questionado muitas coisas, da necessidade de cemitérios a semáforos e faixas de pedestres – ainda escrevo sobre isto-  sobretudo das tradições inúteis que nos prendem ao passado, também sou economicamente liberal e me considero socialmente tolerante, alguns podem se surpreender e achar neste post um Ricardinho conservador, de certa forma estão certos, outros podem argumentar que esta postura não condiz com uma economia liberal ou com ser tolerante nas relações sociais.

Eu discordo e afirmo que alem de possível está de acordo com um espírito democrata e republicano na acepção original dos termos, ou seja se por exemplo os outros tem o direito de fazer parada gay, eu tenho o direito de ver uma parada militar no dia de hoje sem me sentir constrangido por isto.

Enfim, sim sou brasileiro ! sim me orgulho disto ! sim prefiro afirmar minha ascendência indígena às minhas ascendências portuguesa, espanhola, italiana,  tcheca e  alemã -sim tenho todas elas -, sim prefiro não me envergonhar do que sou a me orgulhar do que não sou !   

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blogosfera sobre o 7 de setembro

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Padre Chico Buarque de Holanda, uma notícia do futuro

DIE/NEO/IORK/NOVAS

AR/4007/14/07/5ª  

Jö Jze Slva 

Paleoarqueólogos encontraram nas ruínas de uma antiga igreja no Rio de Janeiro conhecida como “Catedral das sagradas Letras” os documentos originais de uma antiga prece escrita por um padre católico de nome Buarque mais conhecido como Pe.Chico (pronuncia-se tchico, menino, rapaz, em brasileiro) em função se sua tenra idade. 

Estudos indicam que Pe.Chico saiu da Holanda ainda jovem com a vocação de ser padre no Brasil, chegando no Rio de Janeiro e logo começado seus estudos na academia brasileira de letras onde passou toda sua vida, como um recluso e celibatário monge franciscano. 

A descoberta desta prece revela como ele era um sacerdote de uma profunda devoção. 

Agora os arqueólogos pensam em restaurar a igreja e abrir para visitação pública, assim as pessoas poderão o conhecer mais do universo deste religioso.

 Pe.Chico Buarque da Holanda 

Cálice Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça

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Estranho ? pois é exatamente assim que muitas pessoas, [eu disse muitas pessoas, não poucas] falam de história, lêem livros, especialmente a bíblia, sem analisar qualquer contexto , histórico, político, a realidade social da época, etc  

Assim chegam a conclusões como estas acima, ridículo ? com certeza, mas infelizmetne esta tem sidoa regra e não apenas entre pessoas menos intelectualizadas, algumas são capazes de ler qualquer livro levando em consideração todos estes fatores, mas quando se trata da bíblia colocam isto de lado, neste momento os ateus, agnósticos, etc que estivrem lendo estarão batendo palmas , achando que me refiro apenas aos “religiosos”, ledo engano, já vi e continuo vendo muito intelectual ateu, agnóstico, historiadores inclusive cometer estes erros básicos, espero que este pequeno texto irônico faça as pessoas pensarem um pouco mais quando lerem, e não apenas a bíblia, mas quando lerem qualquer livro, seja de 2.000 anos, se já de 10 anos atrás levem em consideração todo o contexto.

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O sapo encantado, a abóbora adormecida e o cavalo branco

     Era uma vez um sapo o que vivia num lago próximo a um pântano, o sapo vivia coaxando a noite sozinho no pântano, se alimentando de insetos, pulando, mas como era um sapo encantado ele também se interessava por outras coisas que os outros sapos não faziam, por isso saía do pântano e ia pulando até os campos, florestas, ficava vendo os outros animais, pensava no que eles faziam na forma como se deslocavam, fez amizade com vários deles, o rato, o gato do mato, o lobo, a coruja, ficava conversando com eles sobre a vida na floresta, contava-lhes sobre o pântano, embora tivesse muitas amizades com os animais o sapo se sentia sozinho, então continuou suas viagens, pulando aqui e ali conheceu várias plantas, normalmente elas gostavam dele já que eles as ajudava comendo os insetos que as pertubavam, mas uma dessas plantas chamou sua atenção era uma abóbora grande e laranja, ele se aproximou e tentou falar com ela mas ela não respondia, então uma das plantas que estava próxima o avisou de que aquela era uma abóbora adormecida, que estava ali há muito tempo e não saia do sono, por isso não falava com ninguém, o sapo ficou triste por causa da abóbora e queria ajudá-la de alguma forma, mas as plantas diziam que era impossível, a única maneira de libertar a abóbora do encanto era se colocar no lugar dela, o sapo muito triste se pôs a pensar, se retirou e aquela noite ele não coaxou, ficou refletindo sobre a abóbora, e a sua vida, suas viajens, então quando o sol começou aparecer ele voltou, falou novamente com as outras plantas e disse que ia se colocar no lugar da abóbora !

elas disseram :
_ você está louco ! vai ficar pra sempre dormindo sem poder falar com ninguém.
O sapo respondeu:
_ já viajo há muito tempo, conheci animais, plantas, quem sabe chegou a hora da abóbora poder fazer isso também !
Perguntou como poderia se colocar no lugar da abóbora, as plantas responderam que uma fada vinha todas as noites ver se alguém se colocaria no lugar da abóbora, então o sapo esperou anoitecer, deu sete horas, oito, nove, o sapo já estava impaciente, deu dez, onze e ele já estava pensando em desistir, deu onze e meia, ele já estava indo embora quando finalmente a fada chegou, ela perguntou se o sapo estava decido a se colocar no lugar da abóbora, ele disse que sim, então à meia-noite a fada desfez o encanto da abóbora, ela ficou tão feliz que quis agradecer a quem a tinha a libertado, então a fada lhe mostrou o sapo – agora adormecido – a princesa, perguntou mas e agora ? como poderei agradecê-lo ? e como será a sua vida ? ele vai ficar pra sempre assim ? então a fada lhe disse que somente se alguém se colocasse no lugar dele poderia libertá-lo, a abóbora ficou muito triste pelo sapo, então ela chorou e passou aquela noite refletindo sobre sua vida, sobre o pobre sapo, e pensou bem eu já estava acostumada a dormir daquela forma, ele não, ele vai sofre mais que eu, então na noite seguinte a abóbora esperou a fada chegar e falou que se colocaria no lugar do sapo, a fada deu um sorriso e desfez o encanto e para surpresa de todos, o sapo se tranformou num belo príncipe e a abóbora numa linda princesa, eles se apaixonaram, casaram e viveram a vida juntos viajando pela floresta, campo, pântano, lago e tendo como amigos as plantas e os animais, e assim foram felizes para sempre !

FIM 

Ah ! e o cavalo branco ? eles compraram um depois de algum tempo.

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O elefante de circo

Muitos já devem ter ouvido esta história, mas não custa repetir.

Sabem como se treina um elefante de circo ? é incrível como os domadores conseguem convencer um animal daquele tamanho, pesando toneladas, com uma força bruta enorme e segundo os cientistas um dos animais mais inteligentes a fazer aqueles números circenses, mas não é muito difícil de explicar, quando o animal ainda é muito novo eles o pegam e o prendem a uma grande e forte corrente em um local sólido, o animalzinho vai tentar por várias vezes se livrar da corrente e escapar, mas após tantas tentativas frustradas ele simplesmente se convence de que é impossível, está preso ali pra sempre, então os tratadores o prendem com uma corda e conforme o tempo passa podem até mesmo deixá-lo solto que ele não vai fugir ! porque ? Porque ele “sabe” que não pode, que não consegue, apesar de já ser jovem ou adulto e poder destruir o circo se quiser, ele acredita que não tem esse poder porque foi condicionado a pensar assim e assim viverá para sempre como um elefante de circo.

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O peixe assado

 

Certa vez uma mulher recém casada, ainda em clima de lua de mel, disse ao seu marido que iria preparar um prato especial para ele, um peixe assado feito segundo a receita de sua mãe, ele ficou todo lisonjeado, peixe assado era seu prato predileto, em sua casa quando sua mãe preparava ele gostava de ver o peixe inteiro assado sobre a travessa na mesa de jantar, chegada a hora do almoço a sua esposa trouxe uma travessa grande, bonita com o peixe ainda fumegando, o marido a elogiou e deu um beijo em agradecimento a sua esposa, reparou que faltava a cabeça e a cauda do peixe, no entanto não comentou nada para não constrangê-la, os anos se passaram o casal continuou se amando, o peixe assado era o prato preferido dos dois, mas uma coisa incomodava ao jovem marido, então numa dessas coincidências da vida num almoço de família na casa da sogra o que foi servido ? o peixe assado da mamãe ! e lá veio ela com uma baixela de prata com o peixe em cima ainda fumegando, mas sem cabeça e sem cauda, já incomodado com a situação o homem não resistiu e perguntou a sogra:

_ Porque a senhora e sua filha cortam a cabeça e a cauda do peixe ?

Ao que a senhora respondeu:

_ foi assim que eu aprendi com a minha mãe !

O homem ainda curioso decidiu perguntar a avó de sua esposa que lhe disse:

_Bem meu filho, quando eu era garota minha mãe e me ensinou a cozinhar, não tínhamos muitas condições e o único lugar que tínhamos pra servir o peixe era uma pequena tábua, então para não perder a melhor parte cortávamos a cabeça e a cauda !

Precisa de moral da estória ?

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É possível aprender algo de bom com LOST ?

 

O que uma série de tv como lost tem a ensinar ? será que existe algo aprender deste seriado ? a princípio pode parecer que não, a mim parece uma história meio fútil, cansativa e chata, particularmente não sou muito fã de filmes catástrofe e o seriado não foge a regra.
Mas assistindo a um episódio me dei conta de algo interessante, não na história, no roteiro, nos personagens, mas algo que está ali o tempo todo bem em frente aos nossos olhos e na maioria das vezes passa desapercebido, o que poderia ser ? simples ! a ilha, a praia, os coqueiros, a mata, as aves, os animais, o mar.

Uma coisa que pude obervar e aprender em Lost é que a nossa vida é muito preciosa, mas precisamos de muito pouco para viver bem, água, comida, abrigo, alguns amigos, muitas vezes nos perdemos tentando fazer um milhão de coisas quando devíamos simplesmente viver, curtir os bons momentos que a vida nos dá, curtir a praia, pisar descalço na grama, sentir a areia quente sob os pés, o sol queimar a pele, a água gelada do mar, tomar água de côco, colher frutas no pé, fazer fogueira… devíamos cultivar uma vida mais simples e assim com certeza seríamos menos estressados, menos ansiosos, menos propensos a doenças, etcÉ possível aprender algo de bom até de um seriado como lost, o que eu pude aprender na verdade já foi ensinado a muito tempo: “tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes” I TM. 6.8

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